quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Novamente Guardiola



O jornalista Guillem Balagué publicou no diário britânico "The Telegraph" alguns excertos - em primeira mão - da biografia sobre Pep Guardiola. Tinha então 37 anos e estava a começar a sua segunda época como treinador de futebol (vinha de uma época no Barcelona B). No balneário, antes do primeiro treino, Guardiola - o sucessor de Frank Rijkaard - falou-lhes assim:
"Meus caros, bom dia. Podem imaginar a grande motivação que é para mim estar aqui, a treinar esta equipa. É a máxima honra. Acima de tudo, amo este clube. E nunca tomarei uma decisão que prejudique ou vá contra os interesses do clube. Tudo o que vou fazer a partir de agora se baseia no meu amor pelo Barcelona. Precisamos e queremos ordem e disciplina.
A equipa passou por uma época em que nem toda a gente era tão profissional como deveria ter sido. Chegou a hora de correr e dar tudo. Fiz parte deste clube durante muitos anos e estou consciente dos erros que se cometeram no passado. Vou defendê-los a todos até à morte, mas também posso dizer que vou ser exigente com todos e também comigo mesmo.
Só lhe peço isto. Não vou dar broncas a ninguém que falhe um passe ou cometa um erro que nos custe um golo, desde que cada um dos vós dê 100%. Eu podia perdoar qualquer erro, mas não perdoarei a quem não entregue o seu coração e a sua alma ao Barcelona.
Não estou a pedir resultados, apenas rendimento. Não vou aceitar os que especulem sobre o rendimento. Isto é o Barcelona, senhores, isto é o que se exige a quem aqui está e é isto que vos estou a pedir. Há que dar tudo. Um jogador, por si mesmo, não é nada, precisa sempre dos companheiros à sua volta. De cada um dos aqui estamos nesta sala.
Muitos de vocês não me conhecem. Mas vamos usar os próximos dias para formar um grupo, uma família. Se alguém tiver algum problema, estarei sempre disponível para ouvir, seja o assunto de matéria desportiva, profissional ou pessoal. Estamos aqui para nos ajudarmos uns aos outros e assegurar-nos de que há paz espiritual para que os jogadores não sintam tensões ou divisões. Somos um. Não fazemos grupinhos porque isso é, em qualquer lado, o que acaba por matar o espírito de grupo.
Os jogadores que estão nesta sala são muito bons. Se não viermos a ganhar nada, será por nossa culpa. Vamos estar juntos quando os tempos forem difíceis. Não passaremos nada para a imprensa. Não quero que ninguém faça a guerra por sua conta. Vamos estar unidos, tenham fé em mim. Como antigo jogador, estive no vosso lugar e sei o que estão a passar agora.
O estilo que vamos adotar é determinado pela história do clube e vamos ser fiéis a ela. Quando tivermos a bola, não a podemos perder. Quando isso acontecer, há que correr e recuperá-la. E é tudo, basicamente."
*retirado do blog camp nou



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